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sexta-feira, junho 08, 2007

Risco - Bolívia

O receio quanto ao futuro da distribuição do gás natural no Brasil fez cair o numero de conversões de veículos para GNV. Isto se deve ao "risco-Bolivia", nomeado assim desde a interrupção da produção do campo de San Alberto, que obrigou o corte do gás à Argentina e à usina térmica de Cuiabá (MT) e quase afetou a distribuição da Petrobras.
O episódio provocou uma retração de 65% nas conversões de veículos a gás em abril, segundo a Abegás (Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás). Em média, são convertidos cerca de 20 mil veículos por mês.
Em contrate com as vantagens do uso do gás por parte das industrias, dados da Abegás indicam as distribuidoras já sentem demanda maior de empresas que procuraram a troca do gás natural por outro combustível.
Não fosse o receio de desabastecimento o segmento industrial, que corresponde a cerca de 60% do consumo, poderia estar crescendo a taxas maiores. Em fevereiro, a expansão foi de só 2,5%.
O temor de serem obrigadas a parar suas linhas de produção por falta de gás e amargarem prejuízos enormes fez com que muitas indústrias trocassem o gás de suas caldeiras, fornos e outros equipamentos por combustíveis alternativos, especialmente o GLP (gás de cozinha).

Ana Claudia


quinta-feira, junho 07, 2007

Gás Natural - Uso Indústrial


Economia. Essa é sem dúvida a palavra que melhor define o porque tantos industriais estão optando pelo uso do gás natural. Além de poupar, as fabricas ainda tem a possibilidade de investir em outras áreas para o crescimento do negocio, gerando assim mais empregos e rentabilidade.

Por ser de distribuição ininterrupta, por meio da canalização, os empresários não precisam se preocupar com sua distribuição. Assim como não correm riscos de segurança estocando combustível.
Esta fonte de energia ainda conta com a versatilidade de suas finalidades, podendo ser usado em empilhadeiras, caldeiras, fornos, secadores, estufas, entre várias outras aplicações.

Por ser o energético com o menor potencial para impactar o meio ambiente, o gás natural ainda é indicado para as indústrias que mantém projetos ecológicos e almejam a obtenção dos certificados de conformidade com as normas ambientais, além de aprimorarem sua imagem junto a comunidade.

Fonte: www.anp.gov.br

Ana Claudia

domingo, junho 03, 2007

Gasoduto X Meio Ambiente

De acordo com pesquisas a construção de um gasoduto entre a Venezuela e a Bacia de La Plata, discutido anteriormente em nosso blog, pode gerar sérios impactos ambientais. O trecho que estende desde o sudeste de Roraima e cruza por completo o estado do Pará pode afetar a área indígena Mapuera/Trombetas. Além disto seria necessária a construção de uma estrada, para o transporte dos materiais pesados.
O trajeto da construção do gasoduto deve ser constantemente limpo, ou seja, toda vegetação com raízes profundas têm que ser retiradas, o que geraria um grande impacto ambienta nas condições de fauna e flora do local. As dimensões das conseqüências da construção deste trecho estão relacionadas com diferentes fatores e ainda não podem ser quantificadas. Pela dinâmica desenvolvida pelos produtores de gado, de soja e também de arroz em Roraima nos últimos anos, é de ser esperar grandes desmatamentos nesta região.Além disto, outras questões podem ser discutidas. Com a construção do projeto haverá a necessidade de mão de obra, essa invasão de trabalhadores trará também a necessidade de bares, hotéis, residências, mercados, em fim um conjunto de infra-estrutura que forneça condições mínimas a esses novos moradores, o que o irá impactar também no sistema social existente.
Ana Claudia.

Gasodutos – Questão: Venezuela


Em 2005 após a integração da Venezuela no Mercosul, os presidentes Chaves, Lula e Kirchner assinaram um convênio sobre a construção de um gasoduto continental que se estende da Venezuela até a bacia de La Plata.. O projeto visa um gasto de 20 bilhões de dólares na construção de um gasoduto que vai de 7000 a 9000 Km.
Outro investimento seria o transporte do gás por navios. Para isso a temperatura do gás natural tem quer ser resfriada em plantas de liquefação a uma temperatura de 162 graus Celsius abaixo de zero, assim seu volume diminui e é transportado em navios especiais para os mercados consumidores. Até 2005 existiam no mundo 15 plantas de liquefação, hoje existem 191 navios especiais, que transportam o GNL no mundo.
Este sistema parece complexo, contudo analisando suas vantagens econômicas ainda é mais barato que a construção de um novo gasoduto. As situações geográficas entre Venezuela e a região de La Plata para o transporte em navio são boas, porque a produção está perto da costa e dos centros de consumo (com exceção de Brasília) que também ficam na costa sul-americana. Apesar de ainda ser pouco discutida do ponto de vista dos argumentos econômicos, se deveria considerar tal alternativa.

Fonte: http://www.espacoacademico.com.br

Ana Claudia.